Bancários de São José debatem Campanha da categoria

Durante a atividade os bancários tiveram a oportunidade de saber em primeira mão como andam as negociações com os banqueiros.

Nesta quinta-feira, 19, foi a vez dos bancários que atuam em Sao José terem a oportunidade de participar da plenária regional que debateu os rumos da Campanha Nacional dos Bancários. Durante a plenária foram apresentados os dados da pesquisa realizada junto a categoria, debatidas as expectativas em relação a Campanha Nacional e o cenário político e econômico em que as negociações acontecem. Além disso, a conversa se deu lembrando que o processo de negociações com a Fenaban se dá num cenário onde um novo modelo de banco se apresenta no Brasil, pois estamos passando pela chamada “4ª Revolução Industrial”, com a transformação dos bancos em plataformas financeiras (indústria de dados) com maior digitalização e investimentos em tecnologia. Sendo assim, muitos impactos já são sentidos nas questões ligadas ao emprego bancário o que demonstra a necessidade de muita mobilização dos trabalhadores para resistirem as mudanças que virão nas relações de trabalho.

Com a aprovação da reforma trabalhista e da contratação de trabalhadores terceirizados até para as atividades fim , os impactos que o novo modelo de banco traz sobre o emprego e sobre o perfil dos trabalhadores poderão ser ainda mais drásticos. Pois abre espaço para ampliação das chamadas novas formas de contratações, que implicam em relações trabalhistas precarizadas. Porém, os bancos e demais empresas vendem um mundo maravilhoso, com o trabalhador como dono de sua agenda e de seu negócio. Os direitos são meros detalhes. Aproveitam a ânsia de mudança de uma geração de trabalhadores jovens, para oferecer “benefícios” momentâneos.

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Durante o debate, a direção do SEEB Floripa destacou a importância de o movimento sindical afinar o discurso para atingir a parcela mais jovem da categoria, que já representa grande parte dos trabalhadores. “Estamos preocupados com a digitalização dos bancos, com a estabilidade no emprego e as consequências da flexibilidade da jornada, mas a chamada  ‘geração eu’ é nativa digital, muda constantemente de emprego, são multitarefas e gostam de flexibilidade, inclusive em contratos de trabalho”, alertou o Secretário Geral do SEEB André Alves. “Desta forma, compete a cada um de nós mostrar os prejuízos que este novo modelo de banco esconde atrás de um mundo de faz de conta. Não apenas para o trabalhador, mas para os clientes”, disse.

Questões ligadas a conjuntura política também foram abordadas, reforçando a importância de fortalecer a autonomia política do Sindicato, sem perder de vista a necessidade dos bancários elegerem representantes que estejam comprometidos com a pauta que defenda os interesses dos trabalhadores. O secretário de comunicação do SEEB Floripa Cleberson Pacheco Eichholz destacou, “não podemos ser ingênuos e achar que os empresários irão defender nossos interesses, assim como a classe patronal se organiza para eleger seus representantes, nós trabalhadores também temos que ter esta capacidade” durante sua fala o dirigente destaca, “não trata-se de defender o partido “A” ou “B”, mas sim ter a capacidade de identificar quem tem votado contra nossos interesses no Congresso Nacional”.

O Secretário de Assuntos Jurídicos do SEEB Floripa, Luiz Henrique Pinto Toniolo enalteceu a participação da base, “fico contente de ver vários colegas de base participando do debate conosco, mas gostaria de ver ainda muito mais pessoas se envolvendo na Campanha. Precisaremos de muito empenho para lograr êxito nesta luta, desta forma, fica a tarefa para cada um de nós presentes aqui, envolver no mínimo mais um colega para uma próxima atividade, garantindo assim uma  Campanha cada vez mais participativa”.

 

SEEB Floripa

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