Banrisulenses se unificam para defender o Banrisul da venda de ações em assembleia nacional

Se, no sábado, 11/11, os Banrsiulenses reforçaram a luta e a resistência contra a venda de ações do Banrisul, na sede da Fetrafi-RS, durante a Assembleia Nacional de Banrisulenses, nesta segunda-feira, 13/11, até mesmo o jornal Zero Hora, de ideologia privatista, fez coro com o SindBancários. A principal notícia do diário de circulação em todo o Estado anuncia que a divulgação do balanço trimestral do Banrisul, nesta segunda, irá dar a largada para a venda de ações. Mas, quem ler a notícia da página 6 com atenção, verá que até mesmo este jornal diz que, conforme o fechamento dos valores das ações do Banrisul, na sexta-feira, na Bolsa de Valores de São Paulo, o governador Sartori ficará conhecido como aquele que entregou o Banrisul a preço de banana.

Diz o jornal Zero Hora, que as ações do banco devem render, até 6 de dezembro, quando o governo do Estado pretende (ou sonha) em realizar a venda, R$ 1,8 bilhão, pouco mais de uma folha de pagamento dos servidores públicos do Estado, que é de cerca de R$ 1,4 bilhão. Sartori quer arrecadar R$ 3 bilhões e deposita todas as suas fichas numa eventual reeleição em 2018, no sucesso do negócio da venda de ações do Banrisul. Um governo que ficou isolado no discurso de crise e não apresentou soluções e projetos de desenvolvimento para o Estado tenta sua última cartada para sair da pasmaceira.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, disse, durante a Assembleia Nacional dos Banrisulenses, que os Banrisulenses estão novamente diante do desafio de defender o Banrisul dos ataques entreguistas do governo Sartori. Uma das formas é participar ativamente da mobilização para a criação de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular, o PLIP, e entregar na Assembleia Legislativa. A campanha já está nas ruas (Saiba aqui como participar). “O Sartori está chegando ao fim do governo dele sem nada para mostrar. Desde a campanha eleitoral foi assim. Agora, ele quer vender ações do Banrisul na marra para ter dinheiro e tentar fazer algum projeto no último ano do governo. Temos que resistir nesse período e buscar assinaturas para o PLIP e garantir a soberania do Banrisul público”, enfatizou Gimenis.

Road Show

A reportagem do jornal Zero Hora afirma que a própria diretoria do banco irá realizar um Road Show por fundos de pensão e grandes bancos nacionais e internacionais para oferecer as ações do Banrisul. Duas questões dificultam a venda. Os grandes investidores do mercado estão preocupados com a crise política no país e esperam que o enfraquecido e corrupto governo Temer dê uma resposta e aprove a Reforma da Previdência. Depois da vigência da Refirma Trabalhista como Lei 13.467, no sábado 11/11, Temer e seu governo já admitem recuar na Reforma da Previdência, o que deve reduzir ainda mais os valores dos papéis do Banrisul, que na sexta-feira fecharam em R$ 14,37. Trata-se de uma queda no valor da ação de 7,6% em relação aos R$ 15,56 de 27 de outubro.

Assembleia fortalece unidade

Banrisulenses se uniram na mobilização contra a venda de ações do Banrisul, proposta pelo governador José Ivo Sartori (PMDB), com apoio de boa parte do Legislativo. Com a venda de mais um lote de ações – o primeiro foi vendido no governo de Yeda Crusius, em 2007 – o governo do estado ficaria com apenas 26% do banco estatal, o que geraria perdas incalculáveis para a receita pública e o fim do caráter social do banco. A assembleia teve a participação do coordenador da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público, da Assembleia Legislativa, deputado estadual Zé Nunes (PT).

Na assembleia da manhã do sábado, 11/11, que reuniu banrisulenses de Porto Alegre, do interior e de fora do estado os bancários discutiram estratégias de mobilização para sensibilizar a sociedade diante da iminente privatização do Banrisul. Uma delas é a coleta de 70 mil assinaturas em apoio ao PLIP, para anular a proposta de venda das ações. A presença de parlamentares reforçou a possibilidade de se desenvolver ações concatenadas com o Legislativo estadual, através da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul. O PLIP acrescenta dois parágrafos ao Artigo 22 da Constituição Estadual para garantir que o Estado seja proprietário de 51% de todas as ações, assim como há um artigo que garante a CEEE pública nos mesmos moldes em que o PLIP propõe.

A ideia é envolver toda a categoria e os inúmeros setores da sociedade que serão atingidos com a venda do banco, em ações imediatas e incisivas na defesa incondicional do Banrisul como patrimônio público e ferramenta importante para o desenvolvimento do estado e para a promoção da igualdade social.

O Banrisul hoje está presente em municípios distantes e isolados dos grandes centros urbanos, sendo que em 97 deles é a única agência bancária, que atende em sua maioria a população carente. Com a privatização, essas pequenas agências e postos espalhados no interior do estado, seriam fechados, obrigando a população local a se deslocar para outras cidades.

Veja abaixo reportagem de Zero Hora sobre venda de ações do Banrisul:

abanrisul

Saiba como participar e se envolver com o PLIP

Por um Banrisul de todos nós

O PLIP (Projeto de Lei de Iniciativa Popular) é uma iniciativa do Comando Nacional dos Banrisulenses para impedir a venda do Banrisul em troca de um acordo de dívida lesivo para o povo gaúcho.

Queremos mudar a Constituição Estadual acrescentando artigos que garantam 51% do total do capital social e do capital votante do Banrisul nas mãos do Estado.

Manter o Banrisul público é uma questão de soberania popular e garantia de investimentos no desenvolvimento econômico e social do RS.

Participe!

O que precisa para assinar o PLIP

> Nome completo
> Número do título de eleitor

> Seção

> Zona eleitoral

> Endereço completo

> Assinatura

Orientações do Sindicato

> O SindBancários alerta para a importância de os Banrisulenses se mobilizarem para coletar assinaturas.

> O Sindicato irá colocar à disposição da população e dos Banrisulenses uma tenda móvel para coletar assinaturas e para distribuir fichas.

> Qualquer pessoa pode solicitar ao Sindicato fichas de inscrição.

As mudanças na Constituição propostas pelo PLIP

Art. 1 – O Estado do Rio Grande do Sul deverá, obrigatoriamente, manter o controle acionário e o poder direto de gestão do Banco do Estado do Rio Grande do Sul, conservando, no mínimo, 51% (cinquenta e um por cento) do total do capital votante e 51% (cinquenta e um por cento) do total do capital social do Banco.

Art. 2 – Revogam-se as disposições em contrário.

Para imprimir a ficha de assinaturas, utilize leitor de qr code de seu celular ou digite o endereço bit.ly/2ztvgBj no navegador de sua preferência

Precisamos de 70 mil assinaturas até dezembro!

 

Ajude a coletar as assinaturas, se você tem seu título no RS ou conhece eleitores do estado participe, imprima um formulário e ajude a construir a resistencia a este ataque. Os formulários poderão ser entregues até sexta-feira, dia 24, na sede do SEEB.

 

Sindbancários com edição do SEEB Floripa

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