28º Encontro Nacional dos Funcionários do BB foca seu debate na luta dos trabalhadores

O 28º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB), encerrado no último domingo (2), aprovou entre suas resoluções a defesa da democracia e a realização imediata de eleições diretas para substituição do Presidente da República e dos membros do Congresso Nacional. Outro ponto comum nos dois congressos é o aprofundamento da campanha em defesa dos bancos públicos.

Esse foi o primeiro Encontro Nacional construído no cenário de ACT bianual, o que trouxe uma nova perspectiva de análise das propostas de luta para a campanha. O fato da categoria bancária ter um encontro construído com um ACT já assinado possibilitou focar o debate em temas mais amplos da luta dos funcionários do BB e da Classe trabalhadora, sobretudo os ataques que o funcionalismo do BB e da Caixa vem sofrendo desde a mudança de postura do BB em novembro de 2016.

A preocupação com o futuro do Banco do Brasil e a luta contra o desmonte e a privatização

Os debates tornaram claro que a preocupação com as mudanças no BB é nacional, com muitas incertezas sobre os próximos passos que o governo tomará e grande preocupação com a provável tentativa de privatização dos bancos públicos.

Impacto da terceirização

A lei da terceirização, aprovada neste ano, terá impacto significativo no sistema financeiro, sobretudo nos bancos públicos com a eliminação dos concursos e das possibilidades de carreiras. Esse ponto foi ressaltado durante os debates no encontro e configura uma das grandes preocupação dos bancários.

Reestruturações

A reestruturação de 11/2016, seus impactos e a possibilidade de novas reestruturações em um futuro próximo permearam o debate e os anseios dos delegados. Muitas propostas foram construídas com a finalidade de garantir os direitos dos trabalhadores no caso de novas medidas estruturantes.

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Na avaliação do SEEB Florianópolis, a principal preocupação exposta nos debates no encontro foram com relação ao futuro da classe trabalhadora e da categoria bancária, bem como dos bancos públicos. As propostas de eixos de luta e o relatório final do encontro foram construídos para que nossa campanha foque na manutenção dos direitos conquistados ao longo dos anos. Esse será o foco daqui para frente, mais amplo. O atual cenário não mais restringe a luta da categoria bancária ao embate com os banqueiros. É necessário que a categoria tenha essa consciência que mesmo com acordo bianuais, a luta se mantém todos os dias, e o “inimigo” é uma conjuntura, não uma pessoa.

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