Proposta do BB para Cassi: Sindicato orienta voto NÃO

Os associados da Cassi, aposentados e da ativa, irão deliberar sobre proposta de reforma estatutária apresentada pelo banco a partir do dia 24 de setembro. A votação, que se encerra em 05 de outubro, será realizada em três canais: no App Cassi, disponível gratuitamente para download em celulares smartphones; no site da CASSI e nos terminais de autoatendimento. Funcionários da ativa também podem participar pelo Sisbb.
O Sindicato, junto às demais entidades representativas dos trabalhadores do BB, orienta o corpo social da Cassi a rejeitar a proposta do banco, votando NÃO.

Porque votar NÃO!

As mudanças propostas unilateralmente pelo banco, e infelizmente defendidas por alguns dos diretores eleitos, em relação ao custeio da caixa de assistência oneram sobremaneira os associados, ativos e aposentados, tornando permanente a contribuição extraordinária, definida no Memorando de Entendimento assinado em 2016, além de estabelecer a cobrança por dependente.
Além disso, propõe mudanças na governança da Cassi, com a instituição do voto de minerva para o banco no Conselho Deliberativo, com o único objetivo de aumentar o controle da empresa sobre a nossa Caixa de Assistência.

Cobrança por dependente

A cobrança por dependente penaliza todos os associados, mas especialmente os aposentados, já que 83,8% deles possuem um dependente, o cônjuge, e terão que arcar com até 85% do valor base, livrando o banco da responsabilidade sobre os familiares destes associados, cujo perfil gera um custo maior com internações, medicamentos e cirurgias.
No caso dos dependentes dos associados da ativa, o perfil determina um custo menor, com o predomínio de exames e consultas. O que o banco propõe, além de onerar todos os associados, é a quebra do princípio da solidariedade, que garante um atendimento digno para todos, durante todo o ciclo de vida. É sempre bom lembrar que o funcionário que hoje está na ativa, será o aposentado de amanhã.

Qual a proposta das entidades dos trabalhadores

As entidades representativas dos trabalhadores do Banco do Brasil também apresentaram proposta que visa o reequilíbrio financeiro e a sustentabilidade da Cassi, buscando garantir a manutenção de direitos e o atendimento de qualidade para funcionários da ativa, aposentados e dependentes.
A proposta preserva o princípio da solidariedade, segundo o qual os associados contribuem de forma proporcional ao salário, independentemente da idade ou condição de saúde e garante a gestão paritária entre os representantes do banco e dos associados.
O documento propõe uma receita operacional nova de R$ 862,5 milhões/ano – o que representa R$ 4,3 bilhões entre 2019-23 – para reequilibrar liquidez e margem de solvência, possibilitando a realização dos investimentos necessários e a ampliação do modelo assistencial de Saúde Integral da Família.
Para tanto, prevê a assinatura de um aditivo ao Memorando de Entendimentos, definindo, além dos 3% de contribuição estatutária, contribuição extraordinária de mais 1,5% na mensalidade para o corpo social, correspondendo a R$ 345 milhões ao ano, ou seja, R$ 1,725 bilhão no período entre 2019-2023.
Mantendo a proporção 40/60, ao banco caberia contribuição, também extraordinária, de R$ 517 milhões ao ano, representando R$ 2,587 bilhões no mesmo período.
Ressaltamos que esta proposta obedece à metodologia contábil e legal definida pelo banco em 2016, inclusive dentro dos parâmetros da CVM 695, preocupação principal dos responsáveis pelo Banco do Brasil durante aquela negociação.

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