Empregados cobram garantias em negociação do Saúde Caixa, para reunião do dia 08/11

A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa Econômica Federal (CEE/Caixa) cobrou a realização de negociação para quarta-feira, 08/11, com o objetivo de alcançar garantias para os trabalhadores e impedir aumentos abusivos do Saúde Caixa. Alegando necessidade de capital, o banco quer impor teto de 6,5% da folha de pagamento anual como limitador para gastos com saúde, por meio de mudança no seu estatuto.

Em reunião realizada na última terça-feira, 31/11, o Comando Nacional dos Bancários, que reúne os presidentes dos sindicatos bancários de todo país, e a CEE, os empregados da Caixa de todas as regiões avaliaram as mudanças propostas pela empresa, na negociação da mesa permanente no dia 26 de outubro. No encontro, os representantes dos empregados defenderam mais garantias do que as apresentadas pelo banco.

Manutenção dos direitos

“Precisamos buscar garantias aos empregados da Caixa, tanto em relação ao não aumento do seu plano de saúde, quanto na garantia dos direitos diante da entrada em vigor da reforma trabalhista”, disse o coordenador da CEE/Caixa e diretor da Fenae, Dionísio Reis. “Os empregados do banco estão dando um grande exemplo de luta na defesa da Caixa 100% Pública e contra o desmonte do banco. Se hoje a direção do banco tem que buscar negociação, é porque fizemos uma greve de mais de 30 dias e arrancamos um acordo de dois anos. Além disso, os trabalhadores deram uma grande demonstração de mobilização nos dias de greve geral”, ressaltou o sindicalista.

Principais reivindicações

Veja abaixo os principais pontos reivindicados junto ao banco:

– Não aumento do Saúde Caixa e manutenção do modelo de Custeio por prazo maior;

– Que o Conselho de Usuários do plano passe a ser deliberativo (exigência de debater aumentos com o conselho e com a CEE);

– GT entre Caixa e Empregados para debater solução do Contencioso;

-Incorporação das Funções gratificadas;

– Assinatura do Termo de Compromisso entregue à direção do banco para resguardar direitos dos empregados, previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e Acordo Aditivo da Caixa, diante da nova legislação trabalhista, que entra em vigor no dia 11 de novembro;

– Garantia de emprego.

-reversão dos descontos dos dias de paralisação;

– Discussão dos superávits com melhorias no plano;

-Porte para gerentes G3 e G4.

– Vale cultura mesmo sem isenção fiscal.

Reajuste

Em 26 de janeiro deste ano, a direção do banco tentou impor aumento arbitrário sem negociação com a representação dos empregados, o que afronta o Acordo Coletivo de Trabalho. O custo do plano está garantido por força de liminar obtida em ação judicial impetrada pela Fenae, Contraf-CUT e sindicatos de todo o país.

Na audiência inaugural da ação, foi dado prazo para o Ministério Público apresentar parecer e nova audiência está marcada para 23 de janeiro de 2018. Até lá, fica mantida a liminar de 31 de janeiro, que suspendeu o reajuste.

De acordo com a proposta da Caixa, o valor passaria de 2% para 3,46% da remuneração base. Já em relação à coparticipação das despesas assistenciais, o percentual passaria de 20% para 30%, e o valor limite anual subiria de e R$ 2.400 para R$ 4.209,05.

“A Caixa queria impor aumentos absurdos aos empregados de forma unilateral, sem qualquer negociação. Alegavam resultado financeiro desfavorável a médio e longo prazo, o que não se sustenta nem mesmo em auditoria realizada por empresa contratada pelo próprio banco. O aumento só não ocorreu devido a rápida intervenção do movimento sindical em ação judicial. É um absurdo que a Caixa insista em monopolizar a gestão e informações do Saúde Caixa, uma conquista dos empregados que vamos defender a todo custo”, enfatiza Dionísio.

Custeio

Pelas regras atuais do Saúde Caixa, o banco arca com 70% do seu custeio, e os empregados, 30%. A porcentagem relativa aos trabalhadores é mantida por meio de 2% do valor do salário, mais 20% de coparticipação nos procedimentos médicos, limitado a R$ 2.400.

O modelo de custeio não discrimina idade, faixa salarial ou se o empregado é aposentado ou da ativa. Todos pagam o mesmo valor. “O modelo atual de custeio é uma conquista histórica dos empregados obtida na campanha nacional de 2004, que vem garantindo o equilíbrio do plano. A negociação é a forma de mantermos esses direitos durante essa conjuntura de defesa da Caixa 100% pública e de defesa dos direitos que estão sendo retirados”, destacou o diretor da Contraf-CUT e representante do RS na CEE/Caixa, Gilmar Aguirre.

Fonte: Fenae.

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