Greve em Brasília PDF Imprimir E-mail
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Reunidos em assembleia na noite desta sexta-feira, dia 18, no Setor Bancário Sul, os bancários de Brasília rejeitaram a proposta rebaixada da Fenaban e aprovaram o indicativo de greve a partir da quinta-feira da próxima semana, dia 24, conforme orientação do Comando Nacional.

Nova assembleia está marcada para o dia 23. Caso até lá os banqueiros não melhorem a proposta, os trabalhadores ratificarão a deliberação desta sexta e cruzarão os braços.

"É uma proposta absurda que, além de não conter avanços em praticamente nenhuma das reivindicações, é rebaixada e ainda retira direitos, como no caso do auxílio-creche. Por isso entramos em estado de greve. Nossa resposta será à altura desse tipo de abuso, com uma paralisação forte e vitoriosa por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira. A hora agora é de união e de somar forças para o enfrentamento", reforça o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto.

Os bancários também aprovaram a realização de um conjunto de ações de mobilização em preparação ao movimento ao longo da semana. Aprovaram ainda três moções de repúdio: à Fenaban, pela reunião que manteve com a Polícia Militar de São Paulo para organizar repressão à iminente greve dos bancários; à direção da Caixa, por manter a decisão de descontar os dias parados de 2008; e à diretoria jurídica do Banco do Brasil, por conta de descumprimento da legislação trabalhista.

Rebaixada e insuficiente

A proposta apresentada pelos bancos na rodada de negociação com o Comando Nacional realizada na quinta, de 4,5%, está bem aquém do índice de 10% (sendo 5% de aumento real) reivindicado pelos trabalhadores e repõe apenas a inflação do período. Além disso, os bancos querem pagar uma PLR (Participação nos Lucros e Resultados) inferior à do ano passado: 1,5 salário para o conjunto dos bancários, limitado a R$ 10 mil e a 4% do lucro líquido do banco, o que acontecer primeiro, mais valor adicional de 1,5% do lucro líquido, com teto de R$ 1.500.

A proposta também não contempla outras reivindicações da categoria, como valorização dos pisos salariais, não garante emprego, nem auxílio-educação, nem extensão de benefícios aos bancários afastados por doença. Os bancos também querem reduzir o auxílio-creche/babá de 83 para 71 meses.

Os únicos avanços foram em relação à ampliação da licença-maternidade de 180 dias e a isonomia de tratamento para homoafetivos, com a possibilidade de incluir parceiros do mesmo sexo nos planos de saúde. Os bancos também prometeram o agendamento de reuniões das comissões bipartites de saúde e de segurança.

A Fenaban reafirmou o programa de reabilitação profissional e uma política de prevenção de conflitos no ambiente de trabalho, cuja redação não atende as reivindicações dos bancários. Os banqueiros reiteraram também a proposta de alteração da cláusula de estabilidade pré-aposentadoria, a exemplo do ano passado, o que é inaceitável.

Os bancos aceitam, contudo, a inclusão de uma cláusula na convenção coletiva sobre o programa de valorização da diversidade, mas não entregou a sua redação.

A proposta da Fenaban

Reajuste: 4,5%

PLR
a) Parcela em número de salários: 1,5 salário reajustado limitado ao valor individual de R$ 10.000 e limitado a 4% do lucro líquido de 2009, o que ocorrer primeiro.

b) Parcela linear: 1,5% do lucro líquido, distribuído linearmente, limitado ao valor individual de R$ 1.500,00.

Condições: Os bancos que tiverem prejuízo em 2009 não pagarão PLR. O valor poderá ser compensado dos planos próprios de participação em lucros ou resultados.

Salário de ingresso
Portaria: R$ 673,71.
Escritório: R$ 966,20.
Caixa: R$ 1.252,03.

Salário após 90 dias
Portaria: R$ 738,00.
Escritório: R$ 1.059,25.
Caixa: R$ 1.1.80,24.

Anuênio: R$ 16,35.
Gratificação de compensador de cheques: R$ 93,13.
Auxílio refeição: R$ 16,63.
Auxílio cesta-alimentação: R$ 285,21.
13ª cesta-alimentação: R$ 285,21.
Auxílio-creche/babá: R$ 285,00 (até 71 meses).
Auxílio-funeral: R$ 549,89.
Ajuda de deslocamento noturno: R$ 57,39.
Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto:
R$ 81.998,61.
Requalificação profissional: R$ 819,52.

O que os bancários reivindicam

- Reajuste salarial de 10% (reposição da inflação mais aumento real).
- Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 3.850.
- Valorização dos pisos:
Portaria: R$ 1.432.
Escriturário: R$ 2.047 (salário mínimo do Dieese).
Caixa: R$ 2.763,45.
Primeiro comissionado: R$ 3.477,00.
Primeiro gerente: R$4. 605,73.
- Auxílio-refeição: R$ 19,25.
- Cesta-alimentação: R$ 465,00 (um salário mínimo).
- 13ª cesta-alimentação: R$ 465,00.
- Auxílio-creche/babá: R$ 465,00.
- Fim das metas abusivas e do assédio moral.
- Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) em todos os bancos, negociado com as entidades sindicais.
- Contratação da remuneração total, inclusive a parte variável, com a incorporação dos valores aos salários e reflexo em todos os direitos (13º, férias e aposentadoria) - com o objetivo de acabar com as metas abusivas.
- Garantia de emprego, fim das terceirizações, mais contratações e aplicação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que inibe demissões imotivadas.
- Segurança contra assaltos e sequestros, com a retomada imediata da Comissão de Segurança Bancária, proibição ao transporte de valores pelos bancários e adicional de risco de vida.
- Auxílio-educação para todos.
- Ampliação da licença-maternidade para seis meses.
- Planos de previdência complementar para todos os bancários.

Fonte: Contraf/CUT

 
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