Caixa Econômica Federal

Empregados da Caixa criticam propostas para promoção por mérito PDF Imprimir E-mail

30.01.2015 - O primeiro debate sobre a promoção por mérito na Caixa Econômica Federal foi considerado insatisfatório pelos representantes dos trabalhadores na comissão paritária do Plano de Cargos e Salários (PCS), criada para debater e formular uma proposta de critérios para o exercício de 2015. Isto porque a empresa quer vincular a sistemática de promoções ao cumprimento de metas e às AREGs (Autorização de Regularização do Ponto Eletrônico). Os membros desse fórum se reuniram nesta quarta-feira (28), em Brasília, e uma nova reunião está agendada para o dia 4 de fevereiro.


"Lamentamos mais uma vez que a Caixa tente impor métodos utilizados em bancos privados, sem levar em conta o papel social da empresa. Não aceitamos, por exemplo, vincular a promoção ao AV Caixa, um instrumento de aferição de metas. Esperamos que a empresa reveja essa posição", destacou Genésio Cardoso, representante dos empregados na comissão paritária.

A realização da sistemática de promoção por mérito neste ano, com as consequentes promoções em 2016, é uma conquista da campanha salarial 2014, que foi obtida após um árduo processo de negociação com o banco.

Outra crítica dos trabalhadores é quanto ao posicionamento da empresa de atrelar a concessão dos deltas por merecimento à resolução do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, de outubro de 1996, que estabelece que o valor total a ser investido pelas empresas públicas com promoção fica limitado a 1% da folha de pagamento. "Esta resolução é um entulho do governo FHC, e isso não vamos aceitar", enfatizou Genésio.

Transparência

Os representantes dos empregados solicitaram mais informações à Caixa para subsidiar a próxima discussão. Foi solicitado, por exemplo, detalhamento sobre o quantitativo de promovíveis e os critérios de pontuação.

A expectativa dos trabalhadores é que as regras sejam definidas o mais rápido possível, a fim de que os empregados tomem conhecimento ainda no primeiro trimestre deste ano. 

"No entanto, não vamos aceitar que a Caixa utilize a questão do tempo como justificativa para estabelecer critérios que sejam prejudiciais aos trabalhadores", avisou a coordenadora da Comissão Executiva de Empregados (CEE/Caixa - Contraf/CUT), Fabiana Matheus, que também é diretora de Administração e Finanças da Fenae.

Representam os empregados na comissão: Elvira Ribeiro Madeira (Seeb/CE), Genésio Cardoso (Fetec/PR), Leonardo dos Santos Quadros (Fetec/SP), Silvio Antônio Kuniyoshi (Feeb/SP-MS), Vanessa Sobreira Pereira (Sindicato dos Bancários de Brasília) e Wandeir Souza Severo (Fetec/Centro Norte).


Fonte: Fenae
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Deltas da Caixa PDF Imprimir E-mail

22.01.2015 - Todos os bancários da Caixa, com no mínimo 180 dias de efetivo exercício em 2014, receberam um Delta por merecimento este ano. A distribuição linear do Delta – que corresponde em média a um reajuste de 2,34% – foi uma conquista da Campanha Nacional 2014 e foi creditado no dia 20. A pressão dos trabalhadores foi necessária porque o banco, de forma unilateral, suspendeu em 2014 a sistemática de avaliação que resulta na distribuição do Delta por merecimento no ano seguinte. “Se não nos mobilizássemos durante a Campanha, nenhum empregado receberia a promoção por merecimento este ano” .

Outra conquista foi justamente a retomada da sistemática de avaliação, que volta a ser realizada este ano, garantindo a distribuição do Delta por merecimento em 2016. Os critérios da sistemática serão definidos em reunião paritaria – com representantes do banco e dos trabalhadores – realizada no final de janeiro.O último ano em que todos os empregados receberam um Delta por merecimento foi em 2009. Em 2012, 18,4% dos empregados não foram contemplados e no ano seguinte, esse percentual diminuiu para 10,4%.

Acumulados, o Delta e o reajuste salarial de 9% pago em setembro (outra conquista da Campanha 2014) equivalem a um aumento de 11,55%. 

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GT Saúde retoma debate sobre uso do superávit do Saúde Caixa PDF Imprimir E-mail

20.01.2015 - Na quinta-feira da próxima semana (29), das 14h30 às 17h30, em Brasília (DF), o GT Saúde volta a reunir-se para prosseguir com o debate sobre a proposta de metodologia para utilização do superávit do Saúde Caixa, iniciado na reunião de 30 de outubro do ano passado. A negociação sobre o tema representa uma das mais importantes conquistas da campanha salarial 2014 e da mesa permanente, graças à mobilização e luta do movimento nacional dos empregados.

Em 28 de novembro de 2014, a Comissão Executiva dos Empregados(CEE/Caixa - Contraf/CUT) entregou nota de repúdio à coordenação da mesa de negociação permanente da Caixa Econômica Federal, na qual condena o tratamento que o banco tem dado ao GT Saúde. No texto, a CEE/Caixa - Contraf/CUT cobra agilidade e transparência na divulgação dos dados relativos ao superávit do plano de saúde.

O aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho 2014/2015 define que até a data de 15 de dezembro de 2014 seria debatida no GT, instância formada por representantes da empresa e dos trabalhadores, uma proposta de metodologia de utilização do superávit. 

Após a assinatura do ACT, foram realizadas duas reuniões (30/10 e 24/11), mas não houve avanços nas discussões, porque os números apresentados pela Caixa foram insuficientes. Nos dois encontros, inclusive, o clima foi de tensão, já que o gestor do plano, Emerson Martins Garcia, teve um entendimento equivocado a respeito do que foi acordado na campanha salarial do ano passado.

Representantes dos empregados no GT Saúde

O GT Saúde tem composição paritária. Nesse fórum, os representantes dos empregados são Plínio Pavão (Contraf/CUT), Jailson Bueno Prodes (Seeb de Porto Alegre), Sérgio Wilson Lima de Amorim (Seeb/RJ) e Laura Augusta Gatti Vitral (Fenacef e Apea/SP).

Fonte: Fenae
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Justiça condena Caixa em R$ 1 milhão por jornada extenuante PDF Imprimir E-mail

12.01.2015 - A Caixa Econômica Federal foi condenada a pagar dano moral coletivo de R$ 1 milhão por submeter os empregados a jornadas extenuantes. A sentença foi dada pela Vara do Trabalho de Pontes e Lacerda (MT), em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) em conjunto com o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Mato Grosso (Seeb-MT). 

Na decisão, a juíza Rafaela Pantarotto determinou ainda que o banco se abstenha, imediatamente, de prorrogar a jornada além do limite legal de duas horas diárias. Foi exigido, ainda, o pagamento de R$ 10 mil por danos morais individuais aos trabalhadores daquela agência. 

Segundo o procurador do Trabalho, Leomar Daroncho, que conduz a ação, vigilantes, caixas e tesoureiros chegavam a fazer cinco horas extras por dia. "Pela análise dos documentos (controles de jornada e comprovantes de pagamento), constatou-se que todos os empregados realizavam horas extraordinárias todos os dias da semana, sem exceção. Em alguns dias, a maioria chegava a fazer mais de três horas extraordinárias, sendo que alguns ultrapassavam, com frequência, quatro ou cinco horas", conta. 

A juíza destacou em sua decisão que as normas trabalhistas garantem aos empregados bancários jornada reduzida de seis horas diárias, dado o desgaste físico e emocional intenso que a atividade provoca. A prorrogação do expediente somente deverá ocorrer em caráter excepcional e não poderá ultrapassar oito horas diárias ou 40 horas semanais. 

"Ao deixar de adequar seu quadro de trabalhadores à realidade da agência bancária local, às custas da 'morte' gradual desses trabalhadores e visando unicamente à redução de despesa e obtenção de lucro, a ré pratica conduta ilícita e reprovável merecedora de imediata sanção e reparação", salientou a magistrada ao determinar à Caixa o cumprimento imediato da decisão, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

Ainda conforme a juíza, ao manter a prática, o banco demonstra "participar de uma cultura ultrapassada e desvirtuada do contexto de responsabilidade social (.), principalmente no que tange ao respeito à dignidade do trabalhador." 

Dano individual 

Em relação ao pagamento de danos morais individuais, a magistrada determinou que a indenização seja revertida a todos os funcionários lotados na agência de Pontes e Lacerda desde agosto de 2012, quando a unidade foi instalada na cidade. 

As quantias deverão ser desembolsadas diretamente aos empregados, mediante ação de execução própria. Caso os trabalhadores lesados não reclamem a indenização no prazo de um ano, caberá ao MPT em Cáceres a execução da ação. 

Por se tratar de decisão de primeira instância, ainda cabe recurso ao Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT). No entanto, a obrigação de se abster de exigir o cumprimento de jornada extenuante deve ser acatada pela Caixa desde já, independentemente do trânsito em julgado do processo. 

Indenização coletiva 

O procurador do Trabalho, Lomar Daroncho, afirmou que a decisão é importante e sinaliza um limite à exploração do trabalhador. Porém, vai recorrer para aumentar o valor da indenização por dano moral coletivo por considerá-lo inadequado "à gravidade da conduta, ao comprovado desprezo pela integridade física e psíquica dos trabalhadores e, especialmente, ao aproveitamento econômico obtido pela ré com a transgressão do ordenamento jurídico". 

Na ação, o MPT pede que a empresa seja condenada ao pagamento de R$ 6 milhões, o que corresponde, segundo Daroncho, a apenas 0,1% do lucro anual da Caixa estimado para 2014. 

Fonte: MPT com TRT-MT
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