A Contribuição Negocial e a preservação das conquistas

O acordo aprovado pelos bancários em assembleias prevê a contribuição negocial de 1,5% sobre o salário e PLR dos trabalhadores, com teto. A direção do SEEB Floripa abrirá em breve prazo para os sócios se manifestarem sobre a devolução dos 70% correspondentes à parte que cabe ao Sindicato.

A cada dia que passa cresce a consciência de que a Reforma Trabalhista, aprovada pelo governo Temer sem qualquer debate com os trabalhadores e suas representações, tinha como objetivo enfraquecer os Sindicatos nas negociações com os patrões e retirar direitos duramente conquistados nas lutas pelas categorias.
Se de fato a lógica da Reforma era fortalecer as negociações coletivas, impondo a sua prevalência sobre a Legislação Trabalhista, o fim do Imposto Sindical nos moldes até então praticados, sem a previsão de qualquer regra de transição, significou na prática duro golpe à capacidade de organização dos trabalhadores.
Principalmente para as entidades com histórico de enfrentamento para além das lutas específicas e protagonistas de importantes conquistas sociais, que ao longo do tempo, foram se incorporando às demais categorias.
Desde a implantação da Reforma Trabalhista, a direção do Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região, em diversas publicações e em sua página oficial, se posicionou contra as tentativas de recriação do Imposto Sindical, por entender que os interesses dos bancários, inclusive o equilíbrio financeiro da entidade, deve ser definido pela própria categoria, democraticamente em Assembleia.
Nesse sentido, propusemos o debate franco e aberto acerca do tema desde nossa Assembleia de Prestação de Contas, reiterando nossa posição na Conferência Estadual. Demos ampla divulgação das deliberações ocorridas na Conferência Nacional deste ano, e posteriormente, realizamos nova Assembleia, onde apresentamos nossas Minutas de Reinvindicações, referendadas na íntegra pelos bancários e bancárias que atenderam à convocação.

Lembrando que a Contribuição Negocial será distribuída para as entidades que representam os trabalhadores da seguinte forma 70% para os Sindicatos, 15% para as Federações, 10% para as Confederações e 5% para as Centrais.

Este ano, os banqueiros quiseram retirar direitos da CCT, e foi justamente a estratégia dos bancários, discutida nas Conferências Estaduais e na Conferência Nacional, somada à organização dos trabalhadores, que impediu possíveis perdas e garantiu a validade da CCT por dois anos.

São conquistas usufruídas tanto por sindicalizados quanto pelos bancários que não são sindicalizados. Portanto, nada mais justo que os não associados também contribuam para a luta que mantém seus direitos.

SEEB Floripa

 

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  • Bem isso. Costumo fazer uma analogia do pagamento de honorários ao advogado que me represente em um processo/demanda judicial.

    Héctor Palomino