Bancários participam do Dia Nacional de Greve Pela Educação

Bancários participaram do Dia Nacional de Greve Pela Educação, que aconteceu nesta quarta-feira (15). A categoria se uniu aos trabalhadores e trabalhadoras da educação para protestar contra o corte de 30% nos investimentos para a educação, anunciado pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub. A paralisação também ganhou apoio popular e contou com a adesão de estudantes e trabalhadores de outras categorias.

A população foi às ruas com faixas e cartazes em protesto: “Ou param com os cortes, ou paramos o Brasil”. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), mais de um milhão de pessoas participaram das manifestações desta quarta.

Heleno Araújo, presidente da CNTE, reforça que educação pública e de qualidade é direito de todos e os cortes de recursos vão sucatear as instituições ‘empurrando’ alunos às universidades pagas. “Vai onerar as famílias. Se a universidade deixa de ser pública, quem tem dinheiro é que poderá estudar”, disse.

Além de impedir a realização de serviços básicos, como abastecimento de água, energia elétrica, limpeza e segurança, o corte da verba para a educação impossibilita o desenvolvimento de pesquisas acadêmicas. Uma nota divulgada pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) destacou a importância do investimento em educação para a inovação e desenvolvimento do país. De acordo com o texto, “Cerca de 95% da produção científica brasileira é feita em universidades públicas e por institutos de pesquisa, federais ou estaduais. Estas pesquisas produzem inovação e formam quadros de profissionais capazes de inovar e de desenvolver o País. ”

A nota diz ainda que, “no Brasil, como em todos os países desenvolvidos, a pesquisa nas universidades é financiada majoritariamente pelo governo. Agências públicas federais de fomento que integram o sistema nacional de CT&I (Ciência, Tecnologia e Inovação) são fundamentais para o funcionamento das universidades, que dependem desses recursos para financiar suas linhas de pesquisa. Interromper o fluxo de recursos para estas instituições constitui um equívoco estratégico que impedirá o País de enfrentar e resolver os grandes desafios sociais e econômicos do Brasil. ”

 

Esquenta para a Greve Geral

A paralisação dos trabalhadores da educação é um esquenta para a Greve Geral, que acontecerá no dia 14 de junho, contra a proposta de Reforma da Previdência, que decretará o fim da aposentadoria.  Em Florianópolis mais de 20 mil pessoas tomaram as ruas do centro da cidade protestando contra os cortes na educação e a PEC06/2019.

 

Fonte: Contraf-CUT com edição do SEEB Floripa

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