Bancários se unem a outras categorias no Dia Nacional de Luta em defesa das Empresas Públicas

Os atos foram realizados em apoio à greve dos Petroleiros

Os bancários de diversas regiões do Brasil se mobilizaram, ao lado de diversas categorias, para o Dia Nacional de Luta em defesa das empresas públicas, realizada nesta quarta-feira (30). Os atos foram realizados em apoio à greve dos Petroleiros, juntamente com as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, e representantes de diversos ramos de atividade e entidades nacionais de trabalhadores.

Em Brasília, manifestantes estendem faixa em frente à sede do STF e provocam os magistrados: “Grande acordo nacional, com o Supremo, com tudo“, em referência à frase extraída de escutas telefônicas no âmbito da Operação Lava Jato. Em São Paulo, ato pela redução do preço do combustível e do gás ocorre em frente ao prédio que abriga o escritório da #Petrobras na Avenida Paulista, região central da cidade.

José Maria Rangel, da coordenação geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), em entrevista à Rádio Brasil de Fato, explicou que a greve dos petroleiros serve para dialogar com a sociedade sobre o desmonte que a Petrobras está sofrendo, e que influencia no dia a dia do trabalhador. “Quando a Petrobras toma a decisão de parar de construir navios e plataformas aqui, ela gera desemprego. O Brasil paga, hoje, a segunda gasolina mais cara do mundo porque a Petrobras decidiu, mesmo tendo toda a capacidade de refinar petróleo aqui, fazer a opção pelo mercado financeiro.”

Para Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT,  o custo dos combustíveis e do gás de cozinha disparou devido à política, adotada por este governo golpista, que tem à frente da Petrobrás o indicado pelo PSDB, Pedro Parente, que resolveu não refinar o petróleo aqui no Brasil e adotar uma política de preço internacional. “O Brasil produz petróleo suficiente para refinar e atender a demanda nacional. Mas, ao invés disso, está importando dos Estados Unidos.”

Juvandia enfatizou ainda a importância da defesa e do fortalecimento do patrimônio público contra os ataques do governo. “Precisamos defender a Petrobrás e defender uma política de fortalecimento das empresas públicas para que o brasileiro não seja penalizado. Dentre elas, estão os bancos públicos que também estão sob ataques e precisam ser defendidos contra os interesses dos grandes oligopólios, nacionais e internacionais”.

Fonte: Contraf-CUT, com agências

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