Dia do Basta em Florianópolis e Região deu seu recado aos banqueiros

Diversas agências de Florianópolis e Região tiveram suas atividades paralisadas pela manhã. Categoria aderiu ao Dia do Basta em protesto contra as"deformas" do Governo Temer e contra proposta insuficiente dos bancos.

Nesta sexta-feira, 10, centenas de bancários aderiram ao Dia do Basta, paralisando diversas agências do centro de  Florianópolis e outras espalhadas pelos bairros e em outros municípios da base do SEEB. Durante a atividade os bancários dialogaram com a população distribuindo panfletos que explicavam os motivos da paralisação:

BASTA-2

A participação da categoria no protesto nacional, chamado pelas centrais sindicais e movimentos sociais, foi aprovada quarta-feira 8, em assembleias nas bases de sindicatos de bancários de todo o país. As mesmas assembleias rejeitaram a proposta apresentada para Fenaban na última segunda-feira, 7.

O Dia do Basta foi uma iniciativa no sentido de chamar a atenção da população e dos governantes para a gravidade da situação pela qual passamos. Com o desemprego alto, economia sem crescimento e a ameaça de retirada de direitos após a “Reforma Trabalhista”, diversas categorias manifestaram-se nacionalmente. “A adesão foi expressiva, tanto de colegas de bancos públicos quanto privados. Isso reflete a preocupação não apenas com a ameaça das privatizações, mas também com a terceirização irrestrita e a precarização, que já começa a atingir o setor bancário”, diz Marco Aurélio Silvano, presidente do sindicato. “É uma demonstração de que estamos dispostos a lutar para pressionar as negociações junto a esse setor que lucra muito, mas não está disposto a dividir com aqueles que produzem esse lucro”, comenta.

Embora cada categoria que aderiu ao Dia do Basta tenha suas motivações, para os bancários a questão não se restringe a aumento salarial. A pauta de condições de trabalho, fim dos descomissionamentos e fechamento de agências e combate ao assédio tiveram muito apelo entre os manifestantes. O movimento também serviu como uma espécie de “termômetro” positivo, visto que a Convenção Coletiva expira ao final deste mês e as rodadas de negociação têm sido difíceis.

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