Média anual de desempregados saltou de 6,7 para 12,8 milhões

Números de desalentados e de subutilizados também tiveram grande aumento

Apesar de estáveis, continuam altos os números de desempregados, de trabalhadores e trabalhadoras subutilizados (aqueles que trabalham menos de 40 horas por semana e gostariam de trabalhar mais), desalentados (aqueles que desistiram de procurar emprego depois de muito tentar) e os sem carteira assinada, segundo os dados da PNAD-Contínua divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (31).

A taxa de desemprego do trimestre móvel encerrado em dezembro de 2018 foi de 11,6%, menor do que a do trimestre de julho a setembro (11,9%) e estável em relação a do último trimestre de 2017 (11,8%). Neste trimestre, 12,2 milhões de trabalhadores estavam desempregados – queda de 2,4% em relação ao trimestre anterior.

Entre 2014 e 2018, a média de desempregados pulou de 6,7 milhões para 12,8 milhões, alta de 90,3%.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desempregadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada) foi de 23,9% no trimestre encerrado em dezembro. Na comparação com o mesmo trimestre de 2017 (23,7%) a taxa ficou estável, mas ainda atinge 27 milhões de trabalhadores, 560 mil a mais do que no mesmo trimestre de 2017.

A média anual de subutilizados passou de 15,5 milhões para 27,4 milhões entre 2014 e 2018. A alta foi de 76,8%.

Já o total de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas foi estimado em aproximadamente 6,9 milhões no trimestre fechado em dezembro, estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo trimestre de 2017, houve alta de 7,0%, quando havia no Brasil 6,5 milhões de pessoas subocupadas.

O número de pessoas desalentadas (4,7 milhões) também ficou estável em relação ao trimestre julho a setembro de 2018, mas subiu 8,1% se comparado ao mesmo trimestre de 2017 (mais 355 mil pessoas).

Em relação à média anual, o aumento no número de desalentados foi maior ainda: 209,1% em quatro anos. Passou de 1,9 milhões em 2014 para 4,7 milhões em 2018 (mais 3,2 milhões).

O total de trabalhadores no setor privado com carteira (33 milhões) e sem carteira assinada (11,5 milhões) permaneceram estáveis em relação ao trimestre anterior, mas a categoria por conta própria, com 23,8 milhões de pessoas, aumentou 1,5% no período. Na comparação com o último semestre de 2017, os empregados sem carteira e os trabalhadores por conta própria tiveram aumentos de 3,8% e 2,8%, respectivamente.

O número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada (menos os trabalhadores domésticos) foi de 33,0 milhões de pessoas, ficando estável em ambas as comparações.

Nas médias anuais, de 2014 para 2018, houve queda de -10,1% (3,6 milhões) no número de trabalhadores com carteira assinada.

Já o número de empregados sem carteira assinada (11,5 milhões) subiu 3,8% (mais 427 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2017, permanecendo estável em relação ao trimestre anterior. Entre as médias anuais de 2014 para 2018, houve um aumento de 7,8% (mais 811 mil pessoas) nesse contingente.

O número de trabalhadores por conta própria (23,8 milhões) subiu 1,5% em relação ao trimestre anterior (mais 352 mil pessoas) e 2,8% em relação ao mesmo trimestre de 2017 (mais 650 mil pessoas).

Nas médias anuais, em 2012, trabalhavam por conta própria cerca de 22,8% (ou 20,4 milhões de trabalhadores) da população ocupada. Em 2018, esse percentual subiu para 25,4% (ou 23,3 milhões).

Os grupos de atividades que tiveram aumentos no contingente de ocupados na comparação com o trimestre anterior foram: comércio (1,5%), transporte (3,4%) e comunicação, informação e atividades imobiliárias e financeiras (1,9%).

“O aumento na ocupação nesses setores remete principalmente à informalidade, com aumento do trabalho por conta própria. As principais atividades com aumento no período se relacionam com as eleições, a Black Friday e a contratação temporária para o fim de ano, um fenômeno sazonal”, afirmou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, em entrevista no site da entidade.

Fonte: CUT

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