|
02/5
- Campanha Salarial 2005/2006 começa
a ser discutida
Com a confirmação da Executiva Nacional
dos Bancários da realização de
uma reunião no próximo dia 4, na sede
da CNB/CUT em São Paulo, está dada a largada
para a discussão sobre a Campanha Salarial 2005/2006.
A nossa expectativa é que seja aprofundado o
debate sobre a organização da campanha.
Diversas preocupações estão colocadas
no cenário deste ano. Não houve nenhum
avanço nas discussões de negociações
permanentes no Banco do Brasil. Nos grupos de trabalho
da Caixa também não avançamos.
Chegamos às portas da nova Campanha e em muitos
pontos importantes continuamos na estaca zero.
A direção do Sindicato dos Bancários
de Florianópolis e Região, o SEEB Floripa
também começará as discussões
sobre os rumos da Campanha Salarial 2005/2006. Em nossa
base estaremos realizando no dia 19 de maio, o Encontro
Unificado dos Delegados Sindicais no Auditório
do Sindicato (em breve estaremos divulgando programação
completa do Encontro). Na parte da manhã acontecerá
um debate sobre a Reforma Sindical. No período
da tarde estará em pauta a discussão sobre
a Campanha Salarial 2005/2005. Debateremos juntos a
respeito das expectativas dos bancários, dos
diversos segmentos que compõem a base do SEEB
Floripa, para a próxima Campanha Salarial da
categoria. É fundamental que comecemos os debates
sobre o Acordo Coletivo que queremos, formas de mobilização
e pressão e, principalmente, que retomemos o
espírito de unidade e solidariedade que marcou
a Campanha Salarial no ano passado.
Fonte:
SEEB Floripa
|
|
02/5
- PP e Balanço 2004 da Previ em discussão
no dia 5 de maio
O
Sindicato dos Bancários de Florianópolis
e Região continua na luta pela extinção
da Parcela Previ. A entidade está tensionando
junto à direção do Banco do Brasil
para que sejam reabertas as discussões sobre
o assunto. Entendemos ser fundamental a criação
de instrumentos para forçar o Banco a retomar
o tema. No dia 5 de maio (quinta-feira) o SEEB Floripa
estará promovendo um debate sobre a Parcela Previ
às 18h30min no Salão Social da AABB, em
Florianópolis. O palestrante será José
Ricardo Sasseron, um dos conselheiros deliberativos
eleitos para a Previ. Na mesma ocasião estará
sendo apresentado o Balanço da Previ do ano de
2004, com a presença dos diretores Luiz Carlos
Aguiar (Investimentos) e Cecília Garcez (Planejamento).
Todos os trabalhadores do BB em nossa base estão
convidados para o Debate.
Fonte:
SEEB Floripa
|
' |
02/5
- Foz
do Iguaçu: 1º de Maio une trabalhadores
de sete países
Com
a palavra integração na ordem do dia,
centrais sindicais e sindicatos da Argentina, Paraguai,
Uruguai, Uruguai, Chile e Bolívia, se encontraram
em Foz do Iguaçu neste 1º de Maio. O evento,
organizado pela CUT e Coordenadoria das Centrais Sindicais
do Cone Sul, reuniu cerca de 15 mil pessoas.
Foram
mais de 10 horas de programação cultural
no Gramadão da Vila “A”. Além
dos trabalhadores dos países vizinhos, caravanas
promovidas por várias entidades sindicais paranaenses
e de outros estados participaram da tarde festiva na
Tríplice Fronteira - área limítrofe
entre o Brasil (Paraná), o Paraguai e a Argentina.
O
músico Renato Teixeira foi a principal atração
da festa, que contou ainda com Geraldo Cardozo (forró
pé serra), Viento Sur (grupo musical latino-americano
radicado no Brasil), Encanto Negro (Uruguai), Tetaguá
(Paraguai) e Dante Ramon Ledesma (argentino-brasileiro).
Uma feira de agricultura familiar e uma feira de artesanato
também compuseram a festa do trabalhador. A Prefeitura
de Foz do Iguaçu e a Itaipu Binacional deram
apoio ao evento, que vem se repetindo todos os anos
e afirmando sua dimensão internacional.
Como
principal bandeira, a integração latino-americana
dos trabalhadores pautou os discursos das lideranças
sindicais e políticas, principalmente a integração
como alternativa para o projeto estadunidense da Alca
(Área de Livre Comércio das Américas).
A CUT também defendeu a formação
de uma comissão paritária entre trabalhadores,
patrões e governos para encontrar uma solução
econômica para a Tríplice Fronteira.
Fonte:
Site Vermelho (Nilton Bobato)
|
|
02/5
- Um
terço dos trabalhadores do Brasil recebem até
um salário mínimo
O
salário mínimo de R$ 300, que passará
a valer a partir deste 1º de maio, representará
um ganho real de 8,8% no bolso no trabalhador, considerando-se
o Índice Nacional de Preços ao Consumidor
e uma inflação estimada de 0,4% para abril.
Na última década, o aumento real acumulado
foi de cerca de 30% - 3% ao ano, em média. Apesar
da recomposição salarial bem acima da
média, para valer o mesmo de 1940, quando foi
criado, o mínimo deveria ser de R$ 901,78 reais,
segundo o relatório Salário Mínimo,
uma questão econômica e de Política,
divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Sócio-econômicos (Dieese).
De
acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio
de 2003 (PNAD/IBGE), 22 milhões de pessoas –
um terço dos trabalhadores ocupados de todo o
país – ganham até um salário
mínimo. O Dieese estima que em março deste
ano seria necessário um mínimo de R$ 1.447,49
para o sustento de uma família de quatro pessoas.
"Mantendo-se
este ritmo de ganho real, seriam necessários
nove anos para dobrar o poder de compra do salário
mínimo", estima o economista José
Maurício Soares, do Dieese. Em 1957, o salário
mínimo atingiu o maior valor médio anual
da história: R$ 1.106,05 a preços de março
de 2005 – o equivalente, na época, a cerca
de 1.000 passagens de ônibus.
Naquele
período, o trabalhador gastava um terço
do salário com a cesta básica. Hoje, a
cesta (R$ 175, 87 em São Paulo, em março)
consome 68% do salário mínimo. O economista,
no entanto, evitou calcular a proporção
em relação ao novo mínimo antes
da divulgação dos índices de inflação
de abril e maio.
A
metodologia que garantia o poder de compra nos anos
50 era simples: o salário, além de regionalizado,
estava atrelado ao custo da cesta básica. Os
gastos com alimentação não podiam
ultrapassar 50% dos rendimentos do trabalhador. A fórmula
foi abandonada a partir da década de 60 e, desde
então, não houve um índice padrão
para reajuste.
Ainda
assim, o estudo do Dieese mostra que em 2004 houve certa
recuperação do poder de compra. O mínimo
equivalia a 30 quilos de carne, 100 quilos de feijão,
146 quilos de arroz, 54 quilos de pão ou 190
litros de leite – bem menos que nos anos 50, mas
superior aos últimos anos. Em 2003, por exemplo,
um salário mínimo comprava 29 quilos de
carne, 78 quilos de feijão, 134 quilos de arroz,
48 quilos de pão ou 186 litros de leite. Há
10 anos, quando o mínimo saltou de RS$ 70 para
RS$ 100, valia o mesmo que 21 quilos de a carne, 93
quilos de feijão e 156 quilos de arroz, 47 quilos
de pão e 155 litros de leite.
O
economista José Maurício Soares disse
acreditar que com o novo salário "os trabalhadores
vão quitar algumas dívidas e comprar alguma
coisa a mais". E lembrou que enquanto o PIB (Produto
Interno Bruto) per capita cresceu cinco vezes de 1940
a 2004, o salário mínimo foi reduzido
a um terço de seu valor inicial.
Fonte:
Agência Brasil
|
|
02/5
- Estadão e Folha coincidem nas manchetes
contra Lula
Nesta
segunda-feira, 2 de maio, os dois maiores diários
paulistas circulam com manchetes quase idênticas.
Ambas dão a mesma interpretação
— forçada — para um trecho da fala
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na missa
de 1º de Maio em São Bernardo do Campo (SP).
"Lula
no primeiro de maio: promessas para 2008" é
a manchete de O Estado de S. Paulo. "Lula promete
luz a todos `até 2008`", repete a Folha
de S. Paulo. Os textos também se parecem. A Folha
diz:
"O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou
as comemorações do Dia do Trabalho para
discursar como candidato reeleito. Em missa pelo 1º
de Maio...."
E
o Estadão, na mesma linha de raciocínio:
"O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva [...] respondeu
[ao sermão na igreja matriz de São Bernardo
do Campo] com um discurso otimista, de candidato, revelando
planos e um cronograma de obras que chegam a 2008."
O
pecado presidencial, grave a ponto de unir dois órgãos
de imprensa que são concorrentes de morte, foi
o seguinte trecho de sua fala:
"Posso
dizer que até 2008 iremos cumprir nosso compromisso
de levar luz elétrica à casa dos 12 milhões
de lares que ainda não têm energia. É
um trabalho imenso porque o Brasil é muito grande,
mas nós vamos levar a luz e esta é uma
certeza e uma garantia de que não haverá,
a partir de 2008, nenhum brasileiro que não tenha
um bico de luz em sua casa."
Foi
preciso o ministro José Dirceu (Casa Civil) intervir
no debate, para lembrar que a promessa feita por Lula
para 2008 é uma meta do Plano Plurianual (PPA).
"É uma meta do Estado brasileiro e não
tem nada a ver com este presidente ou aquele. Está
no Plano Plurianual de governo, que vai até 2008",
esclareceu, ao responder a perguntas de jornalistas
sobre as afirmações de Lula. Dirceu recordou
também que o ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso deixou igualmente uma série de metas
para 2005 no PPA elaborado em seu governo.
Pode-se
discutir se a campanha presidencial de 2006 está
ou não na rua. Pode-se discutir se o presidente
Lula está ou não em campanha pela reeleição.
Mas não se pode negar que a Folha como o Estadão
encontram-se, há meses, em diária anticampanha
tendo como alvo uma possível reeleição.
Longe vão os idos de 2002, quando mesmo os jornalões
paulistas, tolhidos pela carga de oito anos de Fernando
Henrique, mostraram relativa isençµao na
cobertura da sucessão presidencial. Em 2006,
a julgar pelo que se viu hoje, vai escorrer sangue pelas
suas páginas. Só restam dúvidas
sobre se serão ou não bem sucedidos.
Fonte:
Site Vermelho
|
|
02/5
- Erro
do INSS obriga aposentados a retificar IR
Um
grupo de aposentados terá que enviar uma declaração
retificadora do Imposto de Renda à Receita Federal.
Esses aposentados receberam da Previdência Social
os comprovantes de pagamento de benefícios com
erros. A alteração pode aumentar o valor
da restituição ou diminuir o imposto a
pagar, já que o INSS não aplicou o redutor
de R$ 100,00 ao descontar o IR na fonte dos aposentados
e pensionistas. A estimativa é que 1,3 milhão
de segurados do INSS tenham recebido a declaração
de rendimento com erro. O prazo para entregar a declaração
sem multas terminou na noite desta sexta-feira. Declarações
retificadoras não pagam multa.
"O
fato ocorreu há 48 horas. Precisamos primeiro
identificar a situação e ver o que é
possível fazer", disse o secretário
da Receita Federal, Jorge Rachid. "Enquanto a situação
não estiver delineada, a Receita recomenda que
o contribuinte aposentado que perceber erro na sua declaração
apresente sua retificadora", argumentou.
O
secretário garantiu que não haverá
atraso no pagamento da restituição do
imposto para aqueles que apresentarem retificação.
Segundo Rachid, a Receita Federal vai tentar atender
a esses contribuintes de acordo com o Estatuto do Idoso.
Ou seja, aqueles com mais de 60 anos, deverão
ser contemplados já no primeiro lote de restituição,
dia 15 de junho. "Essa situação muito
pontual será analisada pela Receita para conhecermos
o universo atingido", disse Rachid.
O
supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir,
disse que o INSS informou à Receita que já
foram colocados nos Correios os comprovantes de pagamento
dos aposentados e pensionistas já com o valor
corrigido, e que todos devem receber o novo documento
até o dia 10 de maio, para que possam fazer a
declaração retificadora.
Fonte:
Agência Estado
|
|
02/5
- Denúncia em Pernambuco: EUA investigam
MST
Denúncia
publicada no Jornal do Commercio de Pernambuco, no dia
24 de abril, sobre investigação feita
por representantes do governo dos Estados Unidos sobre
o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
repercutiu negativamente no Brasil esta semana. A denúncia
foi feita pela Superintendente do Instituto Nacional
de Colonização e Reforma Agrária(Incra)
de Pernambuco, Maria de Oliveira, afirmou que foi procurada
por Peter Swavely, cônsul do EUA no Estado, e
Richard Thomas Reiter, segundo secretário para
Assuntos Políticos da Embaixada dos EUA em Brasília,
para obterem informações sobre o Abril
Vermelho e sobre a ligação de membros
das Forças Armadas Revolucionárias da
Colômbia em ocupações de terra.
No dia 27 movimentos sociais promoveram de um ato em
apoio ao MST e divulgaram carta aberta em que afirmam
que a atitude dos representantes dos EUA "fere
frontalmente a nossa soberania e se caracteriza como
um atentado cabal contra os Movimentos Sociais do Brasil
que tecem nas suas lutas a esperança de uma sociedade
com justiça social e igualdade para todos".
Diversas entidades, movimentos sociais, organizações
não governamentais e parlamentares demonstraram
preocupação com o ocorrido e prestaram
solidariedade ao MST. Entre os presentes foi unânime
o pedido ao governo brasileiro que se posicione e exija
explicações sobre o fato, e que o Cônsul
do país em Recife, Paul Swavely, se explique
acerca do ocorrido. Deputados membros da CPI Estadual
da Terra colocaram também que poderão
convocar o Cônsul para depor.
"A
ingerência dos EUA em assuntos internos do Brasil
faz parte da práxis americana que, ao longo da
história, impôs sua política através
de seu poder belicista. Através da força
bruta (seja militar ou econômica) os ideais neoliberais
se impõem ao mundo e os que não bebem
a bom gosto nesta fonte passam a ser tratados como inimigos",
disse ainda a carta aberta.
E
completa: "A OMC, O FMI, O BIRD, NAFTA e ALCA são
instrumentos a serviço do império, prontos
para impor suas vontades a qualquer País do planeta
terra. A visita ao Brasil da poderosa secretária
americana de Estado Condolezza Rice e suas viagens por
outros países das Américas do Sul e Central,
marca mais uma etapa de retomada dessa ofensiva imperialista".
Fonte:
Adital
|
|
02/5
- Cidadão de 97 anos participa da marcha
pela reforma agrária
Doze
mil trabalhadores e trabalhadoras deixaram a cidade
de Goiânia no dia 1º de maio, rumo a Brasília
para, reunidos, caminhar, protestar e chamar a atenção
da sociedade brasileira para a grave situação
de pobreza e desigualdade no campo. Vindos de 23 Estados,
esses homens, mulheres e crianças percorrerão
a pé, durante 17 dias, os 200 quilômetros
que separam as duas cidades. Entre eles, seu Luís
Beltrane, de 97 anos, que realiza sua 3ª marcha
à capital federal. Será um sacrifício
coletivo, colocando o próprio corpo como ferramenta
de luta em busca de uma vida digna para os brasileiros.
Eles
representam as mais de 200 mil famílias acampadas
e 350 mil assentadas no país. Representam os
desempregados, os pequenos agricultores, as mulheres
camponesas, a juventude, os estudantes, os professores,
os indígenas, os movimentos sociais e todos aqueles
que clamam por transformações e exigem
mudanças concretas para melhorar a vida do povo
brasileiro. É a Marcha Nacional pela Reforma
Agrária, fruto da solidariedade nacional e internacional.
Todos
os dias, a caminhada começará às
5 horas. Durante a manhã, antes do sol esquentar,
eles marcharão quase 20 quilômetros. Na
mochila, carregarão livros e cartilhas para estudarem
à tarde. Dentro de si, cada marchante carrega
os valores da generosidade e da vontade de chegar. À
noite, a marcha cederá lugar a atividades culturais.
Fonte:
MST
|
|
02/5
- Gasto com acidentes de trabalho supera R$
7,5 bilhões
Mais
de R$ 7,5 bilhões por ano. Este é o preço
que o Governo paga pelas dívidas provocadas por
acidentes de trabalho. Os dados são da Organização
Internacional do Trabalho (OIT). Pelo menos 270 milhões
de pessoas são vítimas de acidente ocupacional,
em todo o mundo, sendo que 350 mil deles terminam em
morte.
De
acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos
de São Paulo e Mogi das Cruzes, Eleno Bezerra,
aumentou o número de pessoas com lesões
por esforços repetitivos (LER) entre 2003 e 2004.
Os casos de perda de audição e os esmagamentos
de membros também cresceram. “Em 2003,
tivemos sete mortes em serviço. Em 2004, após
uma campanha intensa de conscientização,
este número caiu para um. Em 2005, já
temos duas mortes”, lamenta Eleno, que culpa a
precarização do ambiente de trabalho pelos
altos números.
Entre
os bancários, a situação é
parecida. Segundo a diretora da secretaria de saúde
e condições de trabalho do Sindicato dos
Bancários de São Paulo, Rita Berlofa,
mais de 50% dos casos de LER são constatados
em bancários. “O aumento dos casos de pessoas
doentes deve-se à má organização
do local de trabalho. Em 95, a categoria tinha 550 mil
trabalhadores. Em 2003, eram 400 mil. A sobrecarga de
funções e o ritmo intenso causam o adoecimento
do profissional”, diz ela, acrescentando que,
apenas em 2004 foram registrados 2.558 novos casos de
LER e 1.152 trabalhadores com transtornos mentais.
Na
construção civil, no entanto, a situação
é um pouco diferente. “Em 1995, constatamos
138 mortes. Em 2004, foram oito. Desenvolvemos um programa
de combate aos acidentes em parceria com os patrões.
É preciso investir em segurança. Quando
o trabalhador sofre um acidente, ele traz um prejuízo
financeiro e social”, diz o presidente da categoria,
Antônio Ramalho.
Fonte:
Diário de São Paulo
|
|
02/5
- Política monetária: movimentos
sociais e setor produtivo reivindicam participação
As
sucessivas elevações na taxa de juros
vêm aumentando a pressão de entidades que
representam a sociedade civil pela participação
na política econômica do país. Uma
frente formada por várias entidades civis, entre
elas a Central Única dos Trabalhadores (CUT),
Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo (Fiesp) e a Confederação
Nacional das Indústrias (CNI), lançou
em março, uma campanha pedindo a reformulação
do Conselho Monetário Nacional (CMN), atualmente
formado somente pelos ministros da Fazenda e do Planejamento,
além do presidente do Banco Central.
A
Associação Brasileira das Organizações
Não-Governamentais (Abong) também pressiona
o governo para que a sociedade civil participe na definição
da política econômica. O diretor de Relações
Institucionais da Abong, José Antônio Moroni,
explica que a entidade quer a ampliação
do Conselho. "Hoje ele é formado pelos ministros
da fazenda e do planejamento e pelo presidente do Banco
Central. Queremos que o conselho tenha a participação
da sociedade com mais três representantes: dos
empresários, dos trabalhadores e da sociedade
civil."
A
proposta de ampliação do foi levada ao
Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social,
onde foi criada uma comissão para votá-la.
Os conselheiros Sônia Fleury e José Cezar
Castanhar, integrantes do Conselho de Desenvolvimento
Econômico e Social (CDES), apresentaram, durante
a 11ª Reunião Plenária do conselho,
moção pedindo a inclusão de ministros
de outras áreas, empresários e trabalhadores.
"No
dia 19 de maio, a proposta será votada em plenário
[do CDES], mas será aprovada porque ninguém
se manifestou contra. Depois de aprovada, ela será
encaminhada ao presidente Lula e acredito que tem grande
possibilidade de ser acatada. Há uma pressão
muito forte pela criação de espaços
de participação da sociedade civil na
definição da política econômica",
disse Moroni. Ele afirma que a Abong considera estratégico
o espaço no CMN. "É ele que define
a meta da inflação, que condiciona toda
o restante da política econômica do país,
entre elas a política de juros".
Segundo
Moroni, a proposta de participação no
CMN tem o apoio de entidades como CUT, Força
Sindical e Fiesp. O documento, que será votado
no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social,
foi aprovado também por 300 organizações
não-governamentais que integram a Abong.
Fonte:
Agência Brasil
|
|
29/4
- Clientes e usuários reclamam “apartheid”
nas agências
Ao
selecionarem o atendimento por segmentos de clientes,
os bancos retiram, pouco a pouco, o público de
baixa renda das agências. E, ao transferirem os
clientes para serem atendidos no comércio, reduzem
a atuação do bancário no mercado
Os
clientes “comuns” têm procurado o
Sindicato, ou seja, clientes que não são
de alta renda, reclamando da prática discriminatória
sofrida dentro das agências. Tem ocorrido de,
ao precisarem utilizar algum serviço bancário,
serem encaminhados a correios, casas lotéricas
etc.
Por
outro lado, muitas instituições estão
selecionando quem vão atender em suas agências.
Outras abrem locais específicos para atendimento
privilegiado daqueles com rendas significativas (Personnalité,
Prime etc).
Alteração
do conceito original de banco
O conceito de banco - que é uma concessão
de serviço público - está sendo
desconsiderado pelas instituições financeiras.
Foram
criados os correspondentes bancários - estabelecimentos
comerciais (farmácias, mercados, lojas de material
de construção etc) habilitados a prestarem
os serviços oferecidos por um banco - e o Banco
Postal - conjunto de serviços prestados pelos
correios em parceria com o Bradesco.
A
proposta inicial da criação dos correspondentes
foi levar os serviços bancários para regiões
que não têm bancos. Em contrapartida, essa
prática tem trazido transtornos com relação
a extravio de documentos, entre outras coisas.
Discriminação
“Os bancos querem esvaziar suas agências,
criam vários nichos e atendimentos diferenciados,
conforme o tipo de venda, realizando um verdadeiro “apartheid”,
discriminando clientes e usuários que, na visão
deles, não os interessa”, afirma Orlando
Puccetti Jr., diretor do Sindicato.
Exemplo
Bradesco
Segundo Martim C. da Silva, cliente e usuário
de banco, em depoimento ao nosso Sindicato: “O
Bradesco geralmente tenta fazer com que realizemos os
pagamentos em um Banco Postal ou nos caixas eletrônicos.
As instituições não querem mais
atender o cliente, preferem que ele se auto-atenda para
diminuirem, cada vez mais, o número de funcionários
nas agências”.
Em
defesa do emprego
Para o Sindicato dos Bancários do ABC, que defende
emprego e qualidade do atendimento, a melhor forma para
resolver o problema é a abertura de mais postos
de trabalho, com serviços executados por bancários.
“O
próprio Tribunal Regional do Trabalho tem reconhecido
como bancário aquele que executa esse tipo de
serviço e ainda não é contratado
pelo banco ”, afirma Elson Siraque, funcionário
do Bradesco e diretor do Sindicato.
Fonte:
Seeb ABC
|
|
|
|